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Kakashi
A programação de abril do Cartoon Network apresenta muitas mudanças e estreias de séries, tanto animadas como live-actions e especiais. Como já dito, o Animaction deixa de existir às quartas-feiras, dando lugar ao novo bloco “Girl Power”.

Nesta faixa (18h às 20h), será exibido um especial da Barbie, juntamente com um episódio de As Meninas Superpoderosas: Geração Z. Não ficou esclarecido se o bloco noturno de animes será batizado de Animaction ou algum outro nome. Todas estas mudanças já haviam sido publicadas em nosso post sobre a programação anime.

Entre as estreias de abril, estão os aguardados Dragon Ball Kai e a 13ª temporada de Pokémon: Os vencedores da Liga Sinnoh e Bakugan: Gundalian Invaders. Com relação a DBKai, um dado importante que deve ser levado em conta é que do dia 4 ao dia 29 de abril, serão exibidos os primeiros 18 episódios da série.

Todos serão exibidos durante o dia e reprisados à noite, porém, algumas exibições não serão realizadas, já que nestes horários o canal levará ao ar filmes de Dragon Ball Z, que farão parte de um novo bloco chamado “Filme Dragon Ball Z“. Os longas programados são: Dragon Ball Z – O Homem mais forte do Mundo e A Árvore do Poder.

Esse tipo de ação já acontecia na filial argentina do CN, que intercalava episódios do anime com filmes e OVAs. Como a partir de agora isso vai acontecer em toda América Latina, a mecânica será a mesma. Estas mudanças afetam quase todos os países, menos o México, que não terá o bloco noturno de animes em sua grade.

Saindo do anime, o Cartoon Network estreia seu primeiro live-action original, História Fora do Normal (Unnatural History) , já cancelado algum tempo atrás. Temos ainda, a terceira temporada de Star Wars: The Clone Wars e a animação Pat e Stan (no domingo, 17 de abril, ás 21h). Por último, vale lembrar que o canal irmão do CN, o Tooncast, irá exibir especiais em comemoração ao Dia da Terra, e do 15º aniversário do Laboratório de Dexter.

Estreia: História Fora do Normal

Neste mês de abril, o Cartoon Network estreia sua primeira série de mistério não animada e com uma hora de duração, História Fora do Normal. História Fora do Normal tem Henry Griffin como seu protagonista, um adolescente com habilidades extraordinárias, as quais ele aprendeu enquanto morou com seus pais antropologistas nos lugares mais exóticos do planeta. Quando os pais de Henry decidem que chegou a hora de ele se estabelecer e viver uma vida normal, eles o enviam para Washington D.C., para viver com seu primo Jasper e seu tio Bryan, que é reitor de uma escola de ensino médio e fundamental estabelecida dentro do complexo do National Museum (Museu Nacional). Henry explora os segredos da Smithson High e do National Museum, e logo ele mergulha em um novo mundo de intriga e mistérios.

Domingo 3 de abril, às 19h, com reapresentações toda sexta-feira, às 19h, começando no dia 8 de abril.

Estreia: Dragon Ball Z Kai

Goku continua utilizando seus extraordinários poderes, sua calda maneira e também lidando com Raditz, seu irmão diabólico, que acabou de avisar a Goku que ele pertence a uma super-raça chamada Saiyans, originária do planeta Vegeta. Goku quer ajudar a raça humana, mas Raditz está tentando convencê-lo do contrário… quem vai levar a melhor? Não perca esta extraordinária estreia de Dragon Ball Z Kai.

Com início na segunda-feira, 4 de abril, ao meio dia

Estreia o bloco Girl Power!

Não perca este emocionante espaço criado somente para garotas poderosas como você! Veja por que as meninas são maravilhosas, lindas e poderosas assistindo primeiro aos mais recentes filmes da Barbie, das 18h às 19h30, e depois acompanhando As Meninas Superpoderosas, das 19h30 às 20h.

Toda quarta-feira, das 18h às 20h

O Cartoon Network celebra o Dia da Terra em 22 de abril

O Cartoon Network celebra o Dia da Terra com um novo episódio sobre dois melhores amigos, Walter, um inventor e dono de uma loja conserta-tudo, e Tandoori, um frango hiperativo que está sempre colocando a dupla em situações malucas! Eles são totalmente a favor de viver uma vida verde, ecológica, mesmo que isso signifique cancelar suas festas de aniversário para ir recolher o lixo que está sendo jogado no mar! Além de celebrar com você o Dia da Terra com esta dupla maluca, o Cartoon Network também lhe traz Oscar’s Oasis, As Trapalhadas de Flapjack e Happy Feet: O Pinguim.

Sexta-feira, 22 de abril, das 9h às 23h

Grade de programação

Kakashi
Sem divulgação alguma, a Rede TV! passou a apresentear desde essa segunda, 07 de fevereiro, episódios inéditos de Pokémon.

A 12ª temporada dos monstrinhos de bolso, chamada de Pokémon Diamante e Pérola: Batalha Galáctica, conta com 52 episódios inéditos e continua a mostrar a saga de Ash, Dawn e Brock em Sinnoh, marcando o fim da Equipe Galáctica – os grandes vilões da fase DP.

Acerca de novidades pro bloco TV Kids em 2011, a Rede TV! nos passou a informação que está negociando alguns programas mas só a partir de março poderá nos informar o que vem por aí – e podem não ser animes.

Kakashi
A Pokémon Company confirmou nesta última segunda-feira que Pokémon: Black & White (Best Wishes!) estreia no dia 12 de fevereiro nos Estados Unidos, através do Cartoon Network, como já havíamos comentado. Enquanto isso, Bakugan vai chegar ao Canadá um dia depois. No dia 13, o canal Teletoon começará a exibir a quarta temporada da série, intitulada de Bakugan: Mechtanium Surge.

A fim de promover a nova série, o Cartoon Network vai exibir o filme Pokémon Zoroark: Master of Illusions, último longa da franquia com os personagens Brook e Dawn. No caso das versões Pokémon: Black e Pokémon: White, a Nintendo confirmou o lançamento de ambos os jogos para 6 de março, nos Estados Unidos, além de um novo jogo de cartas.

Kakashi
A Shonen Sunday é uma das mais populares antologias de quadrinhos do Japão e já foi casa de hits como Ranma ½ e Inu Yasha, sendo que hoje se apoia em poucas séries, entre elas Detetive Conan e Kekkaishi. Mesmo com mais de 50 anos no mercado oriental, a revista passa por um problema que afeta o mercado de mangás como um todo: a perda de leitores para outras mídias e a crescente queda nos números de exemplares vendidos.

E pra ajudar a estancar a situação, a partir de março a antologia dedicada aos adolescentes passará a publicar um mangá shonen de Pokémon, um dos grandes sucessos da irmãzinha CoroCoro Comics – a publicação infantil mais bem sucedida do Japão, graças aos seus estreitos laços com o universo dos video-games e desenhos animados.

Até o momento, todos os mangás baseados no sucesso da BiG N sempre tiveram como foco as crianças, o que já desperta o interesse de muitos em saber como a história será adaptada para um universo com idade mais avantajada – não que isso seja problema, já que a franquia inspirou inúmeras obras posteriores, seja em games, mangás e animação.

Ainda não existem informações sobre o nome, a história ou mesmo o artista que será responsável pela nova empreitada, detalhes que serão divulgados nos próximos dias.

No Brasil, apenas um mangá foi publicado pela Conrad no início de 2000, mas eram apenas capítulos avulsos vindos direto dos EUA- com direito a leitura ocidental. As Aventuras Elétricas de Pikachu, o nome do material, teve 4 edições.

Curiosamente a Conrad chegou a anunciar na mesma época o lançamento de Pokémon Adventures no país, com direito a pôster e tudo mais, só que o mangá nunca foi publicado, assim como outras obras divulgadas por ela na época – Berserk (que mais tarde viria pela Panini) e Koudelka, baseado no game.

Kakashi
Depois de um bom tempo reprisando os 3 primeiros longas de Pokémon (distribuidos no ocidente pela Warner, que tem contrato com o SBT para exibição de filmes) e o especial O Retorno de Mewtwo (que saiu por aqui apenas em VHS x_x), o SBT apresentará nessa semana o longa metragem Pokémon 7 Alma Gêmea (Pokémon: Destiny Deoxys) distribuído em DVD por aqui pela Europa Filmes.

Essa é a primeira vez que o longa é apresentado na TV, tanto aberta como fechada, e sua exibição no canal do homem do baú se dará na quarta-feira (12 de janeiro) na sessão Cinema em Casa – que agora passa às 17:30h.

A história faz parte da geração Advanced e mostra Ash, Brock, May, Max e mais um “convidado” em uma aventura envolvendo mais um pokémon lendário… Esperava algo muito diferente disso? =P

Kakashi
Nesta sexta-feira, véspera de natal, a RedeTV! exibe uma edição especial de seu bloco infantil, o TV Kids. No programa, será exibido o filme Pokémon: Lucario e o Mistério de Mew, oitavo longa metragem da franquia Pokémon.

Durante a jornada para Battle Frontier, Ash entra na cidade de Orudoran e encontra-se em meio a comemorações locais. Pikachu é seqüestrado pela criatura menos esperada, o sagrado Mew, enquanto Ash e os outros encontram um novo Pokémon, Lucario, o qual está tentando descobrir seu passado e também o porquê de ter sido deixado por seu treinador.

Agora Ash e Lucario devem ajudar um ao outro para que Pikachu seja encontrado e Lucario recupere sua memória. TV Kids Especial vai ao ar nesta sexta, às 18h10. Abaixo, você confere a chamada do programa:

Kakashi
Coisa de criança?

É aí que entramos numa polêmica otaku. Você que é fã de Pokémon e está lendo esta humilde matéria, certamente já esbarrou com comentários do tipo “você está muito grandinho para isso”, “quando você vai crescer moleque?” e outras do gênero. De alguma forma, todo fã de desenho animado sofre desse preconceito nesse país, que graças a Deus está começando a melhorar (tô falando do preconceito, o resto ainda tá a mesma porcaria =P). Porém, o problema de quem gosta de Pokémon é ainda maior com o preconceito enfrentado pelo próprio grupo que gosta de desenho japonês. É o caso de uma qualificação que separa fãs de animes “bobildos” de fãs de animes “menos bocós”. Fãs de Pokémon, Megaman, Hamtaro e outras coqueluches que podem passar livres nas manhãs da TV aberta são sempre os desprezados por uns otakus metidos à intelectuóides, intimidando esses pobres mortais a se recolherem a sua plena fragilidade de não poder expressar livremente o que gosta, para ser vaiado e humilhado publicamente (filosófica essa frase, né?XD).

Se os fãs de anime já sofrem o preconceito de serem grandinhos e gostar de desenho animado, nada mais normal que os mesmos estarem unidos nessa luta não é? Só pra refletir: Naruto e Pokémon passam na TV Tokyo em horários bem parecidos…

#Bom pessoal,só pra avisar nao sabemos,como ficara o blog,nesses dias de natal(24 e 25),entao é provavel que amanha tenha poucas postagens,e lembrando que amanha termina a materia nº1,e segunda começa a materia#2,com o goenji.De qualquer forma até amanhã pessoal,e Feliz Natal!!!

Kakashi
1ª Temporada no Brasil – a febre
O primeiro contato dos brasileiros com Pokémon se deu por William Bonner no Jornal Nacional, narrando incidente causado no Japão pelo episódio do Porygon (e mostrando cenas do desenho pra todo Brasil… Bela campanha publicitária né XD?). Os seletos fãs de anime que sabiam da existência dos monstrinhos graças às revistinhas da época, já podiam dar como certo a não vinda do desenho por essas terras. E quase que não veio mesmo!

Depois de lucrar com a distribuição de filmes para o CineBand Privé (XD), a distribuidora Swen tentou empurrar Pokémon para o SBT e a Globo, que disseram um sonoro não. Foi aí que a Record, que penava com seu Eliana & Alegria (o gênio do Tiririca batia ponto lá toda semana… Era uma beleza T_T), passou a investir em desenhos. Depois do bacana Beast Wars foi a vez dos monstrinhos de bolso na manhã do dia 10 de maio de 1999.

Foi aí que a “poderosa” sentiu a burrada. Só que Pokémon demorou um bocado para alavancar no Brasil. Um fenômeno estranho gerou o sucesso do anime no país: toda a mídia dava uma de “guru” e preconizava o sucesso do anime em solo brasileiro por conta do fenômeno que estava se tornando nos EUA e já era no Japão. O “disse-me-disse” acabou ajudando Pokémon a deslanchar e em cerca de 6 meses, o desenho já beirava a liderança, fazendo a audiência de 3 pontos da Eliana virar 7. Não havia assunto diferente entre a molecada contaminada. O anime virou uma febre que não se via parecida desde Os Cavaleiros do Zodíaco, em 1995. Um novo “boom” dos animes estava começando e ao lado de Dragon Ball Z, Pikachu ajudou a edificar todo esse mercado que existe hoje no país. Edificar, porque quem “começou” pra valer foi a turma do Seiya…
No fim do mesmo ano o Bispo Channel deu mais um horário para o anime que também chegava à tv paga pelo Cartoon Network. Uma avalanche de produtos começou a lotar as lojas graças a empresa Exim (que tratou de Fullmetal Alchemist e Supercampeões na Rede TV!) e tudo o que você podia imaginar com a marca Pokémon foi lançado.

A Conrad, que já vinha publicando a Nintendo World, criou então a revista oficial dos monstrinhos. A Pokémon Club era bem bobinha, porém, o 1º número vendeu absurdos 200 mil exemplares. Na mesma época, os jogos para o Game Boy vieram para cá. Produtos de higiene pessoal, sopa instantânea, biscoitos, figurinhas em salgadinhos, livro ilustrado da Panini, cartões telefônicos e VHS (boa parte da 1ª temporada foi lançada em fita) são apenas alguns exemplos de produtos Pokémon. O anime foi também o primeiro lançado em DVD no Brasil, na época que tinha que se vender a tv, o som e o vídeo pra comprar um @_@. Com nada mais nada menos que 9 episódios (!) o disquim hoje é uma baita raridade (só perde pro primeiro lançamento de National Kid em DVD!).

Depois do fracasso dos bizonhos CDs de Guerreiras Mágicas de Rayearth e Supercampeões (o da Manchete), o mercado fonográfico dos animes foi retomado com os monstrinhos de bolso, na última empreitada do gênero até o momento no Brasil. “Pokémon: Para ser um Mestre”, foi a versão brasileira do CD americano com suas músicas pegajosas. Com Nil Bernardes (músico veterano, intérprete de muitos temas de desenhos e que hoje está na banda do Faustão XD) em grande parte dos vocais das canções, o disco lançado pela Abril Music vendeu bem e teve singles de 3 músicas distribuídos em revistas-pôsteres da Conrad.

A dublagem foi feita a mando da Swen antes mesmo de ser oferecida a Record nos estúdios da Master Sound. A versão brasileira foi muito feliz na escolha das vozes e se arriscou a aportuguesar muitos termos, alguns ignorados nas dublagens das demais temporadas em outros estúdios. Assim nasceram Magicarpa, Bulbassauro, PokéAgenda e o esquisito Professor Carvalho. Traduzir sobrenomes é algo realmente bizarro, mas o pior é que caiu bem e ninguém ligou do fato da palavrinha “Oak” (nome gringo) virar Carvalho. Problema só para os dubladores… Essas traduções resultaram em algumas gafes como Pidgey virar “Pombo”. Foi por essa versão nacional de Pokémon que Fábio Lucindo se consolidou no mundo da dublagem, se tornando um dos “dubladores eficientes” mais requisitados atualmente – para o desprazer de muitos que não aguentam mais ouvir o rapaz, independente de seu bom trabalho.

Antes da revista oficial, a Conrad lançou uma minissérie em mangá entitulada “As Aventuras Elétricas de Pikachu”. Esse foi o segundo mangá lançado pela editora (o primeiro foi Gen) e saiu em 4 edições, publicadas da mesma forma que a Viz nos EUA (ao estilo Ranma ½ da Animangá) que trazem um roteiro um pouquinho mais sério que na série da tv. Venderam tão bem que voltaram às bancas no início de 2000! Sabe-se lá o porquê, não lançaram a continuação e outras versões em mangá que tinham sido sondadas (e anunciadas!).

Tudo parecia um sonho cor-de-rosa para a marca Pokémon em terras tupiniquins. Mas esse é só o começo da conturbada história de Pikachu e seus companheiros “pelucíveis” no Brasil. Aguardem a continuação dessa história…

#Bom pessoal,voces devem ter conhecido o novo membro do blog,Shuya_Goenji,ele será o uploader do blog,e postara as noticias sobre Super Onze,e apartir da semana que vem da materia detonando,e estamos trabalhando em novidades para 2011.

Kakashi

O anime: Da tragédia ao estrelato

Estreando na TV japonesa no dia 1º de abril de 1997 pela TV Tokyo, o desenho seguiu basicamente o roteiro idealizado pelo jogo, porém algumas coisas do game que poderiam ser aproveitadas foram dispensadas. Apesar disso, os elementos principais estavam lá representados: o novo continente, as cidades, os líderes e os 150 monstrinhos que fizeram do jogo um sucesso. Devido a grande popularidade que Pikachu ganhou entre os jogadores, fizeram dele o Pokémon principal ao invés dos três iniciais que você pode escolher quando começa a jogar: Charmander, Bulbassaur e Squirtle. Feita pela Shogakukan Productions (experiente com títulos sem fim como Doraemon e Detective Conan :P), a produção dirigida por Masamitsu Hidaka (que só fez Pokémon até hoje!) usa bem dos recursos que fizeram a animação japonesa prosperar: cenas paradas e repetidas. Quando Ash vai escolher seu Pokémon repete-se sempre a mesma cena, caso você nunca tenha reparado!

Na versão americana, feita pela 4Kids, trataram de adaptar quase todos os nomes dos personagens e Pokémons. E vamos dizer, alguns até que eram necessários. Imagina o que uma criança ocidental ia se enrolar pra falar “o meu Fushigidane é muito mais forte que seu Ishitsubute!”. A já grudenta “Mezasse Pokémon”, foi trocada pelo mais grudento ainda “Pokémon Theme”, o eterno hino dos monstrinhos. Vai dizer que você nunca se pegou cantando? Tá, só eu sou retardado aqui u_u.

Ao invés de um encerramento tínhamos o “PokéRap” ao fim de cada episódio, onde eram “cantarolados” os 150 pokémons. Com cinco versões diferentes (30 pokémons por versão), o “pokérap” fazia um trabalho subliminar de pregar o nome dos bichos na mente da mulecada, de segunda à sexta. E a coisa fez efeito mesmo! Os pais não entendiam como o filhote de 4, 5 anos sabia pronunciar tanto nome esquisito @_@. Ideia de gênio essa, não é? Para completar, os “eyecatches” do desenho tinham um joguinho de adivinhação mongol chamado de “Quem é esse Pokémon?”. Aliás, os japas é que criaram isso, mas os gringos recriaram de forma bem melhor – acredite! Alguns cortezinhos simples, maquiagem de letreiros em japonês (alguns bem mal feitos), uma dublagem chinfrim (por parte dos inexpressivos dubladores americanos… Até ator global consegue dublar melhor!), e estava pronto o episódio pra toda a família do outro lado do mundo assistir ao desenho japonês mania do momento.

Pokémon estourou da mesma forma nos Estados Unidos, chegando a ser capa da revista Time (a “Veja” deles!) e tudo mais. Mas como esse anime conseguiu atingir uma popularidade quase instantânea na terra do Tio Sam e ao redor do planeta? É então que precisamos voltar ao fatídico dia 16 de dezembro de 1997. Um “acidente” faria Pokémon entrar para os anais da história da animação japonesa.

No episódio 38 da série, o fofitcho do Pikachu me lança um raio em forma de flash de forma tão rápida, que afetou mais de 10.000 crianças que assistiam ao anime (começaram a passar mal!), sendo que quase 1000 foram parar nos hospitais. De que forma os raios as afetaram? Bem… Sabe-se lá porque motivo, um monte de crianças do Japão possui uma hipersensibilidade a luzes intensas e constantes (tipo aqueles globos giratórios de discoteca) e passam mal caso sejam expostas à incidência de raios como os emitidos pelo Pikachu no polêmico episódio. O nome dessa doença é Epilepsia Fotossensitiva. Como o efeito especial usado no anime fez com que o flash de luz ficasse bem mais forte que o normal, e ainda por cima, acendendo e apagando em intervalos menores que 20 vezes por segundo (!), os portadores da tal epilepsia rara, tiveram uma panezinha no cérebro e começaram a ter convulsões! É mole ou quer mais?

Os telejornais de todo mundo (Brasil inclusive) no final do ano de 1997 noticiaram o caso do “desenho que mata” e a polêmica gerada no Japão por tal fato. O anime chegou a ser suspenso e ninguém jamais acreditou que o mesmo pudesse chegar a um dia passar no ocidente… Pois não é que pouquíssimo tempo depois o mundo estava hipnotizado pela poké-mania? Teoria da conspiração? Se sim ou não, não dá pra saber… Mas vamos ser sinceros? O mundo conheceu Pokémon graças ao “bendito” acidente. Depois não acreditam que há males que vem para o bem (para os bolsos, nesse caso).

Devido ao sucesso mundial, fizeram melhorias nos jogos de Game Boy e, baseando-se mais no roteiro do anime, criaram a versão Yellow do joguinho para o recém-lançado Game Boy Color. Mas essa coisa dos games não é nossa praia ^^’.

Outra coisa interessante: Todos os episódios anteriores ao 38 foram tratados digitalmente nas cenas brilhantes com um leve escurecimento para serem comercializados e não ter guri branquelo americano passando mal assistindo ao anime (resistiram ao Masked Rider, mas não queriam correr o risco com as luzes do Pikachu XD). E depois da polêmica (os pais japas queriam extinguir os animes do planeta! Já pensou se fazem isso e deixam só os tokus? My God! @_@), antes de cada anime aparece uma mensagem desse tipo: “Por favor, ilumine a sala e mantenha-se longe da televisão enquanto estiver assistindo”. Quem é da “era fansubber” com certeza já se deparou com essa mensagem.
Kakashi

Pokémon – 1ª temporada
Pocket Monsters (Monstros de Bolso)
Produção: Shogakukan Productions, 1996
Episódios: 57 p/ tv + 2 especiais p/ tv
Criação: Satoshi Tajiri
Exibição no Japão: TV Tokyo (01/04/1997 – 06/08/1998)
Exibição no Brasil: Rede Record – Cartoon Network – Rede Família – Rede Tv!
Distribuição: Televix (Tv paga) – Swen (tv aberta)
Mangás: Todos publicados pela Shogakukan Productions

O ano de 1997 já estava bem agitado na TV japonesa. Neste, ia ao ar o final de dois “blockbusters” do mundo dos animes: Dragon Ball GT e Sailor Moon Stars. Ninguém poderia imaginar que no mesmo ano estrearia o maior representante da aliança anime/game já vista desde os anos 80. E a brincadeirinha de uma criança foi o fator inicial para a marca que viria a fazer a dor de cabeça de muitos até os dias de hoje: os Pocket Monsters.

O início nos games
O Japão tem umas coisas meio bizarras (além da Patrine XD). A gurizada japa (em especial os meninos) possui uma certa tara por colecionar… Insetos! Com o pequeno Satoshi Tajiri (quem @_@?) não era diferente.

Quando criança, Tajiri colecionava os bichinhos dentro de vidros (se você acha estranho, eu colecionava pedras, ok?) para depois simular uma batalha entre besouros e gafanhotos (ahn… Kamen Riders ?_?). Na adolescência, o rapaz foi redator de uma revista de games até que, em 1989, criou a Game Freak em sociedade com amigos. Não demorou muito para que a poderosa Nintendo encomendasse trabalhos à empresa, até que surgisse a criação do RPG Pocket Monsters Green e Red em fevereiro de 1996, com o inovador recurso do cabo link para o Game Boy.

Mas Tajiri teve que quebrar a cabeça porque o joguinho saiu uma bela porcaria, vendendo igual ao mangá de “Medabosts” por essas bandas :P. Entre as maiores melecas, estava os desenhos de personagens e os bugs do sistema. O jogo então foi reformulado e ganhou a versão Blue. Virando mania nacional a partir daí, os dois jogos iniciais foram refeitos, virando as versões Red e Blue que conhecemos, conseguindo vender nada menos que 65 milhões de unidades no mundo! Estava criada a peste…

#Essa foi a primeira parte do nosso especial sobre Pokémon de 5 partes,amanha tem a segunda e assim sucessivamente,AH e aguardem novidades para 2011,estamos preparando,e talvez role ate um podcast,bom falow e até amanha.